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WRC

Jarmo Mahonen defende classificativas mais curtas e padronizadas no WRC

Imagem: @World / Red Bull Content Pool

A FIA pretende reformular significativamente o figurino de cada rali do Mundial (WRC), introduzindo classificativas mais curtas, com distâncias mais padronizadas, e mais passagens pelo parque de assistência – deixando assim de lado o elemento de resistência.

Jarmo Mahonen, director de ralis da FIA, revelou esta intenção em declarações ao site Motorsport.com, começando por realçar que não é cada prova que deve decidir a distância das classificativas: “Lamento dizer isto, mas no Reino Unido quanto tempo devemos permitir que os eventos ditem o formato? Em Gales tivemos um dia de 140km e muito tempo sem assistência – e no primeiro dia não houve assistência de todo. Compreendo totalmente a razão por detrás disto, Gales entra com dinheiro. Mas o que devemos fazer? Devemos apenas aceitar isto?”.

O responsável explicou que a liberdade que se deu aos organizadores para traçarem as provas à sua vontade foi uma ideia falhada: “Em alguns casos funciona, noutros casos não, mas precisamos de padronização nos ralis. Os meus pensamentos pessoais sobre isto são ter mais especiais de 10km. Então tens muitas classificativas a gerarem muitas notícias para os social media”.

E exemplificou com um caso em que uma classificativa longa se mostrou muito pouco interessante: “Lembrem-se que falámos sobre a classificativa de 80km no México no ano passado. O que aconteceu nessa especial? Nada e as pessoas desligaram porque estavam aborrecidas”.

Na opinião de Mahonen, embora existam argumentos a favor e contra as classificativas longas, o tipo de competição nos ralis alterou-se substancialmente, passando a não ter uma componente de resistência: “Os ralis como costumávamos conhecer já não existem mais. Isto é correr em terra. Se perdes dez segundos na primeira classificativa, acabou-se. Os dias em que podias pensar ‘vou atacar no segundo dia’ já não existem. E estes carros não são feitos para a resistência”.

O responsável também não pretende ter parques de assistência localizados em zonas remotas, defendendo provas compactas com mais entretenimento no parque de assistência, que considera ser o “coração” de cada prova. Por outro lado, Mahonen considera que a distância cronometrada deve ser maior: “A quilometragem de especiais deve ser 25 por cento do percurso total, vemos algumas provas que estão a ficar abaixo ou próximas dos 20 por cento […] e isso é turismo, não é rali”.

Jarmo Mahonen defende classificativas mais curtas e padronizadas no WRC
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