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19 Dezembro 2018
Formula 1

Ross Brawn admite que no futuro a F1 pode ser elétrica

Ross Brawn não exclui que no futuro a Fórmula 1 possa vir a ser totalmente eléctrica. Desde 2014 que a categoria usa unidades motrizes híbridas, mas até agora nunca considerou eliminar por completo o motor de combustão interna e tornar-se integralmente eléctrica como a Fórmula E – o que pode mudar futuramente.

Enquanto a F1 tem apenas quatro construtores envolvidos e com poucos (ou nenhuns) aparentemente interessados em entrar actualmente, já a Fórmula E tem diversos fabricantes no pelotão – a Audi está desde início, por exemplo, a Nissan substitui a Renault em 2018/2019, já lá está a Jaguar, entrarão também a BMW, Mercedes e Porsche.

Numa entrevista ao F1 Fan Voice, o director desportivo da F1 começou por referir que considera que neste momento a F1 e a Fórmula E ainda não são comparáveis: “Julgo que temos de respeitar o que a Fórmula E está a fazer e a conquistar. Mas olhando para a magnitude de ambos os campeonatos, não são comparáveis. Na quantidade de adeptos que temos e apelamos na F1, a Fórmula E ainda é muito jovem a esse respeito”.

Posto isto, Brawn admitiu que nada impede que a F1 se venha a tornar eléctrica, se assim ditar a sociedade e o mercado: “Julgo que a F1 irá evoluir na direcção que tiver o equilíbrio certo de desporto, relevância e envolvimento com os adeptos. Se dentro de cinco ou dez anos existir necessidade ou desejo de ter um tipo diferente de unidade motriz na F1, então fá-lo-emos. Não há nada que nos impeça de ter monolugares de F1 eléctricos no futuro. Neste momento não proporcionam o espectáculo, e com todo o respeito se forem a uma corrida de Fórmula E, esta é uma categoria de automobilismo muito jovem. É um grande evento em termos de tudo o que o rodeia, mas a corrida em si é muito branda comparando com a F1”.

Além disso, recordou o britânico, há as questões dos monolugares e das presenças ilustres no paddock: “Os monolugares não são particularmente rápidos, não tens as personalidades envolvidas, mas estão a fazer um trabalho fabuloso para organizarem um evento e tornarem-no uma festa de rua. A F1 é diferente disso, a F1 é o pináculo do automobilismo, as velocidades que temos, o calibre dos pilotos e equipas que temos, e se dentro de cinco ou dez anos isso rumar a uma unidade motriz diferente então faremos isso se for o mais apelativo e conquistar o que queremos”.

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