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Nova Volvo V60: em Portugal em Julho desde €43 850

Está pronta a entrar em comercialização em Portugal a mais recente geração da V60, a carrinha da gama média da Volvo. Apesar da incontornável moda dos SUV que continua a dominar o mercado, a marca sueca acredita que este é um modelo ainda “condenado” ao êxito, sobretudo na Europa, que será o seu principal destino, dando continuidade à sua tradição num domínio em que, ao longo de mais de seis décadas, vendeu já mais de 60 milhões de automóveis – com a V60 a garantir vendas, ao longo do seu historial, superiores a 400 mil unidades.

Assente na plataforma modular global SPA (Scalable Architecture Platform), a mesma que serve todos os modelos das novas séries 90 (XC90, S90 e V90) e 60 (XC60, V60 e o futuro S60) da casa de Gotemburgo, a nova V60 pode muito bem ser considerada como uma V90 “à escala”, epíteto que, no caso em apreço, nada terá de pejorativo, bem pelo contrário. Até porque vem acompanhado de algumas evoluções, sejam soluções de segurança inéditas, seja uma superior maturidade de produto, um pouco à semelhança do que acontece também com o XC60 face ao XC90. Mas já lá iremos.

Por ora, sublinhe-se que são por demais evidentes, como, aliás, seria de esperar, as semelhanças entre a nova V60 e a sua irmã mais velha. Significa isto que conta com todos os elementos de estilo que têm garantido à mais recente linguagem de design da Volvo tantos (e merecidos) encómios, exibindo uma aparência, ao mesmo tempo, distinta e dinâmica, seguramente capaz de cativar boa parte dos adeptos deste tipo de proposta. As barras de tejadilho são de série em todas as versões, pintadas de preto na variante de acesso, e cromadas nos níveis de equipamento mais dotados.

Com 4761 mm de comprimento, 1850 mm de largura e 1427 mm de altura, para uma distância entre eixos de 2872 mm, a nova V60 é 128 mm mais comprida e 96 mm maior entre eixos do que a sua antecessora, tendo perdido 16 mm em largura e 37 mm em altura. Já por comparação com a V90, perde 175 mm em comprimento, 29 mm em largura, 48 mm em altura e 69 mm entre eixos. Em face destes valores, é fácil entender que a habitabilidade e a capacidade da mala acabarão por ser dois dos seus trunfos de peso, sendo notório o desafogo com que quatro passageiros viajam a bordo da nova V60, inclusive atrás, onde até o espaço para pernas é generoso.

Já a capacidade da mala varia entre 529 litros (o maior valor do segmento entre as marcas ditas premium, mais 99 litros do que na V60 da anterior geração, e somente 15 litros menos do que a V90), podendo alcançar um máximo de 1441 litros com o banco traseiro, rebatível na proporção 40/60, totalmente rebatido. Uma operação que, por sinal, pode ser efectuada a partir da bagageira, mediante uma simples pressão nos botões existentes para o efeito no respectivo painel lateral.

Mas há mais para conhecer no interior da nova V60. Como o design e a decoração tipicamente escandinavos, marcados pela simplicidade das formas e por um inequívoco bom gosto, a que se juntam uma qualidade de materiais e de construção de nível superior, assim como os ecrãs destinados à interacção com o veiculo, seja o painel de instrumentos digital (com 8” na versão de acesso, e com 12” nas restantes), seja o monitor de comando do sistema Sensus de infoentretenimento, com várias funções conectadas, incluindo a App Volvo On Call, que, entre outras funcionalidades, permite consultar e controlar remotamente diversas funções.

Incontornável num Volvo seria sempre a questão da segurança, e a nova V60 cumpre em pleno a pretensão do construtor escandinavo, de que, a partir de 2020, nenhum ser humano perca a vida a bordo de um seu modelo. Neste particular, destaque primeiro para a estreia mundial do sistema Oncoming Mitigation by Braking, dispositivo capaz de detectar uma potencial colisão frontal (por exemplo, numa ultrapassagem numa estrada de dois sentidos), alertando o condutor quando tal ocorre, e aplicando travagem se as devidas medidas não forem tomadas para o evitar.

Do seu lote de atributos nesta matéria, e propostos de série ou em opção, consoante os níveis de equipamento, fazem ainda parte dispositivos como o sistema City Safety (além da travagem de emergência e do alerta de colisão, inclui o assistente de direcção em manobras evasivas e é capaz de detectar veículos, ciclistas, peões e animais de maior porte); o Pilot Assist (activo até aos 130 km/h, em conjunto com o cruise control adaptativo, é capaz de manter o veículo na sua faixa de rodagem com apreciável eficácia, revelando-se cada dia mais competente); o sistema BLIS de monitorização do ângulo morto com assistente de direção; o Oncoming Lane Mitigation (activo entre os 65-200 km/h, evita que o veículo abandone involuntariamente a sua faixa de rodagem em estradas com dois sentidos de circulação); o sistema de monitorização da atenção do condutor; a câmara panorâmica de 360° com alerta de colisão traseira e de tráfego pela traseira em manobras de marcha-atrás; e os Run-off Mitigation e Run-off Road Protection (na eventualidade de uma saída de estrada, o primeiro aplica, entre os 65-140 km/h, travagem e um binário sobre a direção para auxiliar no controlo do veículo, cabendo ao segundo preparar os cintos de segurança para o efeito, contando ainda com uma área de absorção de energia entre o banco e a respectiva estrutura, de modo a minorar as respectivas consequências).

Quanto a motores, e tendo em conta a já anunciada intenção da Volvo de, a partir de 2019, incluir opções electrificadas em todos os seus modelos (desde híbridos mild hybrid com sistema eléctrico de 48 Volt a motorizações totalmente eléctricas, passando pelos híbridos plug-in), valerá a pena começar por sublinhar que a nova V60 será proposta com nada menos do que duas opções híbridas plug-in: T6 Twin Engine e T8 Twin Engine. Em comum têm a tracção integral AWD; o motor eléctrico de 177 cv e 240 Nm com 34 kg de peso; a bateria de lítio com 10,4 kWh de capacidade e 113 kg; o alternador/gerador integrado com 46 cv, 240 Nm e 18 kg; e uma autonomia eléctrica máxima de 45 km.

A diferença entre ambas reside no rendimento do motor de combustão a gasolina de 2,0 litros turbocomprimido, que no T8 Twin Engine disponibiliza 303 cv e 400 Nm, para um rendimento combinado de 390 cv e 640 Nm, “ficando-se” pelos 253 cv e 350 Nm, para um rendimento combinado de 340 cv e 590 Nm, no T6 Twin Engine. Para já não existem ainda valores homologados de consumos e emissões para estas versões, sendo as respectivas prestações de 2530 km/h e 5,1 segundos nos 0-100 km/h no caso do T8 Twin Engine, e de 230 km/h e 5,7 segundos nos 0-100 km/h no caso do T6 Twin Engine.

Embora cada vez mais procuradas, as versões híbridas plug-in ainda não serão as mais populares da nova V60 no mercado nacional, que dependerá em boa parte, como é da praxe no segmento, do mercado das frotas, onde os motores a gasóleo continuam a dominar. Por isso, da gama farão ainda parte as versões 2.0 turbodiesel, com tracção integral ou permanente, D3 (150 cv, 320 Nm, 205 km/h, 9,9 segundos nos 0-100 km/h, consumo médio entre 5,1-6,2 l/100 km, emissões de CO2 entre 133-162 g/km) e D4 (190 cv, 400 Nm, 220 km/h, 7,9 segundos nos 0-100 km/h, consumo médio entre 5,9-7,0 l/100 km, emissões de CO2 entre 134-160 g/km). Quanto às opções a gasolina, serão propostas a T4 de 190 cv, a T5 de 245 cv com tracção dianteira ou integral e a T6 de 310 cv e tracção integral.

De notar que os consumos anunciados para a nova V60 foram já homologados segundo a norma WLTP, e que todos os motores térmicos contam com 2,0 litros de capacidade, sobrealimentação e injecção directa de combustível. No caso da unidade a gasolina de 310 cv que anima a variante T6 AWD, referência para a conjugação de um turbocompressor com um compressor volumétrico do tipo Eaton capaz de fazer 24 000 rpm, que funciona em conjunto com o turbo até às 3500 rpm, sendo o seu funcionamento inibido a patir deste regime através de uma embraiagem electromagnética instalada ente os rotores e o veio principal.

Foi na Catalunha que a Volvo proporcionou à imprensa um primeiro contacto dinâmico com a nova V60, nas suas versões D4 e T6 AWD, ambas com caixa automatsica de oito velocidades. Por razões alheias à própria marca, não foi possível cumprir a totalidade dos percursos previstos no programa, mas os quilómetros percorridos foram suficientes para tirar algumas ilações importantes, como um apreciável conforto de marcha e um comportamento bastante interessante, marcado por uma inequívoca facilidade de condução e uma elevada eficácia, mesmo em traçados mais sinuosos cumpridos a ritmos mais acelerados, havendo a registar uma maior rapidez de reacções e um acréscimo de agilidade face à V90, mesmo que a diferença de peso entre os dois modelos seja pouco superior a 30 kg.

Quanto aos motores, o turbodiesel de 190 cv cumpre com brio a sua missão, garantindo uma boa resposta numa ampla gama de regimes, consumos contidos e um funcionamento suficientemente suave, mas que poderia ser mais silencioso. Já o propulsor a gasolina de 310 cv, também por via da dupla sobrealimentação, cativa pela sua impressionante resposta em todos os regimes, com a tracção total a assegurar uma condução fácil e segura em todas as circunstâncias, mesmo quando se impõem ritmos mais dinâmicos.

Em Portugal, a nova V60 está já disponível para encomenda, prevendo-se que as primeiras unidades comecem a chegar aos concessionários no próximo mês de Julho. A gama inclui os níveis de equipamento Momentum e Inscription, o primeiro incluindo já elementos como o ar condicionado automático, o painel de istrumenros digital de 8”, os faróis por LED, os espelhos rebatíveis electricamente, o cruise control com limitador de velocidade , os sensores de estacionamento traseiros, as jantes de 17” e o sistema Volvo On Call. A tudo isto, o nível Inscription adiciona dispositivos como o painel de instrumentos de 12”, os bancos em pele com assento extensível, os acabamentos em madeira, a dupla ponteira de escape, as jantes de 18” e o Drive Mode, que permite optar entre os modos de condução Eco, Comfort, Dynamic e Individual.

Na fase de lançamento serão propostas as versões D3 (desde €43 850 com caixa manual de seis velocidades), D4 (desde €48 760 com caixa manual de seis velocidades), T5 (preço a definir) e T6 AWD (desde €57 000). Para o terceiro trimestre deste ano está agendada a chegada das variantes D3 AWD, D4 AWD e V60 T8 Twin Engine, esta última com um preço estimado de €59 900, e que seguramente contará com uma derivação proposta abaixo dos €50 000 antes de IVA, fundamental para as empresas – as que podem deduzir este imposto quando da aquisição de um hibrido plug-in. Durante o primeiro trimestre de 2019 será a vez de chegarem a Portugal as versões T4, T5 AWD e T6 Twin Engine.

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