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18 Dezembro 2018
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Latvala fechou ano com vitória no Rali da Austrália; Ogier celebrou ‘hexa’

Triunfo de Jari-Matti Latvala no término da temporada do Mundial de Ralis (WRC), que viu Sébastien Ogier sagrar-se hexacampeão de forma consecutiva. O homem da Toyota assegurou a vitória na prova com o quinto lugar da derradeira especial.

O rali chegou ao fim com a Power Stage, na segunda passagem por Wedding Bells18, Ogier já sem pressão (assegurara o título na especial anterior) foi o mais rápido batendo Esapekka Lappi (Toyota) por uma décima para somar mais cinco pontos além dos que lhe valeu o quinto lugar final no rali.

Mads Østberg foi segundo no seu Citroën para consumar o pódio, ao passo que Elfyn Evans (M-Sport Ford) e Latvala fecharam a zona pontuável da Power Stage. Na geral, o finlandês terminou 32,5s na frente de Hayden Paddon (Hyundai), com Østberg em terceiro, Lappi em quarto e Ogier em quinto. No WRC 2, Alberto Heller cortou a meta final do rali para confirmar o triunfo a bordo do seu Ford.

O sumário do rali
Na fase inicial do rali, Lappi foi o líder, com a Toyota a ter um bom começo, mas Østberg passou para a frente na PEC 3 e por lá permaneceu até à PEC 11, não tendo argumentos para lutar contra os Toyota que estavam num ritmo superior. Daí em diante, o rali resumiu-se a uma luta a dois entre Latvala e Tänak, até que este abandonou na penúltima especial ao ter embatido numa árvore. Na altura já era o segundo classificado da prova, depois de ter perdido o comando na PEC 20 devido a um pequeno contratempo.

Depois do abandono do estónio, Latvala só teve de controlar na última especial para levar de vencida. Paddon, que até Tänak se retirar esteve a medir forças com Østberg pelo lugar mais baixo do pódio, acabou por ser um tranquilo segundo classificado na frente do norueguês, que acabou a época com um pódio. Lappi acabou em quarto na frente de Ogier.

O francês entrava nesta prova em posição de poder fazer a gestão do seu ritmo: sabia que só tinha de terminar à frente de Neuville e numa das seis primeiras posições sem ter de fazer mais contas. Com o belga a atrasar-se cedo na classificação, o francês rodou desde a PEC 11 em posição que lhe daria o título, acabando por chegar ao quinto posto em que terminou com o abandono de Tänak.

Ogier ganhou o título mais combatido; Toyota campeã de equipas
Chegou assim ao final uma temporada das mais empolgantes da história recente do WRC. A luta pelo título foi até à última ronda do ano com três pilotos na disputa. Ogier fecha com ‘chave de ouro’ a sua estadia na M-Sport Ford antes de voltar à Citroën em 2019 e fica a ‘apenas’ três títulos do recordista absoluto Loeb.

Neuville acaba por ser o grande derrotado de 2018, uma vez que liderou grande parte do campeonato mas o 16.º posto na Turquia e o abandono este fim-de-semana comprometram as suas esperanças. Tänak termina em terceiro e foi a maior surpresa na luta pelo título: fê-lo ao serviço da Toyota no segundo ano da equipa.

E, por falar na formação japonesa, esta foi mesmo a campeã de equipas no segundo ano após o regresso, batendo para isso a Hyundai, que apesar de só ter tido Paddon a pontuar conseguiu salvar o vice-campeonato na frente da M-Sport. A Citroën ficou em quarto.

Top dez final:

Créditos da imagem de capa: Jaanus Ree/Red Bull Content Pool

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