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Jean Todt quer mais imprevisibilidade nos ralis do WRC

Jean Todt pretende mais imprevisibilidade nos ralis e assegura que não há qualquer agenda contra a existência de um elemento de resistência no Mundial de Ralis (WRC), isto numa altura em que os organizadores de ralis se sentem pressionados para reduzir a distância competitiva das classificativas. No México, por exemplo, a distância da maior especial reduziu nos últimos anos, de mais de 80km em 2016 para 30,5km este ano.

Numa entrevista ao Motorsport.com, o presidente da FIA foi questionado sobre a sua opinião acerca do formato actual dos ralis do WRC. Na resposta, comentou que as provas devem ter um elemento de resistência além de revelar que gostaria de ter troços disputados à noite. No entanto, está ciente que isso não será o futuro:

– Não é uma pergunta fácil. Para mim, os ralis não são sprints, os ralis devem ser resistência, aventura. Pessoalmente adoraria ter algumas classificativas nocturnas, adoraria ver pessoas a irem para o meio da noite ver ralis e gostaria de ver mais parques de assistência, mas compreendo que isto é mais história do que o futuro dos ralis. Mas tenho que dizer que apara mim é óptimo quando vês a primeira especial da Córsega [com 48km] tendo mais imprevisibilidade – eles não obtêm nenhuma informação durante a classificativa e o piloto pode fazer a diferença”.

Por outro lado, Todt admitiu que tem um ‘problema’ com a actual fiabilidade dos carros de vários campeonatos: “Sabem qual é um dos meus problemas com a competição? Os carros são demasiado fiáveis. Ou seja, olhem para a Fórmula 1, as coisas são tão eficientes, há muito trabalho com as infraestruturas de simulação e os monolugares são muito fiáveis. Sinto que é algo que não é bom para o desporto, gostamos e gosto das coisas mais imprevisíveis. A competição precisa de ter um sabor de imprevisibilidade único”.

Como conseguir mais imprevisibilidade? “Talvez lhes pudéssemos dar menos liberdade durante a época para o motor, transmissão e caixa de velocidades. Isso iria tornar as coisas mais baratas. É responsabilidade do Yves [Matton, director de ralis da FIA] discutir isso com as equipas e surgir com alguma proposta”, sugeriu Todt.

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