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Formula 1

HISTÓRIA: O GP do Mónaco de 1983

A temporada de 1983 estava a ser equilibrada, não só em termos de competitividade entre pilotos (tinha havido quatro vencedores diferentes), mas também em máquinas. Se os Turbo não tinham adversários em circuitos rápidos, quando o caso tinha a ver com circuitos citadinos, aí os aspirados com motor Cosworth tinham uma palavra a dizer. E era isso que se esperava no Mónaco.

As ruas do Principado eram estreitas, e as vagas para se qualificarem eram poucas: 20 em 28 entradas. Teve que ser feito uma pré-qualificação, com seis carros, onde os três melhores se qualificavam. Quem entraram foram os Toleman, os Theodore e os RAM. Derek Warwick e Bruno Giacomelli (Toleman), passaram, bem como RAM do chileno Eliseo Salazar. Johnny Ceccoto e Roberto Guerrero ficaram logo de fora.

Passada esta primeira fase, tinha a qualificação. E aí, seis pilotos ficavam de fora, portanto, todos tinham que fazer o seu melhor, senão viam a corrida das bancadas, ou pela televisão, como toda a gente. Na pole-position ficou Alain Prost, no seu Renault, tendo a seu lado o Ferrari de René Arnoux. Na segunda fila, o outro Renault, de Eddie Cheever, era terceiro, com Patrick Tambay, o vencedor de San Marino, no quarto posto. E na terceira fila, o primeiro dos aspirados, o Williams de Keke Rosberg, à frente de Nelson Piquet, da Brabham.

Andrea de Cesaris era o sétimo, no seu Alfa Romeo, seguido pelo Williams de Jacques Laffite e a fechar o “top ten” estavam o Ligier de Jean-Pierre Jarier e o Toleman de Derek Warwick.

Como seria esperado, seis pilotos iriam ficar de fora, e o escândalo maior era a não-qualificação dos McLaren de Niki Lauda e de John Watson. Eles, que um mês e meio antes tinham estado no pódio de Long Beach, agora iriam ver o Grande Prémio em casa. Para além deles, os Osella de Piercarlo Ghinzani e de Corrado Fabi, o Toleman de Bruno Giacomelli e o RAM de Eliseo Salazar, ficavam de fora do Grande Prémio.

A corrida de Domingo começava com chuva, que tinha feito a sua presença durante todo o fim de semana. Na altura da partida, porém, a chuva tinha parado, mas alguns decidiram largar com pneus adequados, como a Ferrari, Renault e Brabham. Mas a Williams decidiu apostar em pneus “slicks”, tal como o Toleman de Warwick. E compensou: na largada, Prost arrancava na fremte, mas Rosberg saltava de quinto para o segundo lugar, surpreendendo os Ferrari e Cheever. Quem não completaria a primeira volta era o Lotus de Nigel Mansell e o Tyrrell de Michele Alboreto, que chocaram na zona das Piscinas.

Nas voltas seguintes, o piso começava a secar, e os que tinham colocado pneus de chuva foram às boxes para trocar de pneus. A estratégia da Williams resultou, e ambos os carros estavam na frente, com Laffite no segundo posto. Entretanto, Arnoux, que se defendia dos ataques de Eddie Cheever, toca nos “rails” em Ste. Devôte e vai às boxes, para reparações.

Com as trocas de pneus, a grande surpresa era o quarto lugar de Derek Warwick, no seu Toleman. E mais surpreendente, ainda, foi o facto de ter aguentado durante muitas voltas os Turbos de Piquet e Prost, e o Arrows de Marc Surer. Só que na volta 49, Surer tenta ultrapassar Warwick em Ste. Devôte, e colidem. O Arrows abandona ali, mas Warwick continua. Contudo, o estrago estava feito e Warwick voltava depois a pé para as boxes.

Assim sendo, os Williams continuam na frente, e tudo indicava uma dupla para os carros do “Tio” Frank, mas na volta 53, a caixa de velocidades do piloto francês cede e as hipóteses de uma dupla esfumam-se. No fim da corrida, Keke Rosberg, o campeão do Mundo, vence pela primeira vez no ano, a segunda vez que um carro aspirado ganha no campeonato, e o quinto vencedor diferente na temporada. Piquet e Prost acompanham-no no pódio, e nos restantes lugares pontuáveis ficaram o Ferrari de Patrick Tambay, o Tyrrell do americano Danny Sullivan, e o Alfa Romeo de Mauro Baldi.

Na corrida, somente sete pilotos acabariam a corrida. O último acabou por ser o brasileiro Chico Serra. Viria a ser a sua 33ª e última corrida na Formula 1, depois de duas temporadas na Fittipaldi, e conseguido um ponto, no GP da Belgica de 1982.

HISTÓRIA: O GP do Mónaco de 1983
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