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22 Fevereiro 2019
Formula 1 História

HISTÓRIA: A saga da Manor (2ª parte)

UMA PARCERIA FORA DO VULGAR

A meio de 2009, Richard Branson tinha interesse em apostar na Formula 1. Tinha colocado patrocínio da Brawn GP na sua campanha vitoriosa, e estava interessado em continuar na competição. Com a Brawn GP a ser comprada pela Mercedes, ele decidiu ir para outros lados, e a entrada da Manor no ano seguinte seria a oportunidade ideal para continuar. E para isso, aliou-se à Manor e à Wirth Research, que iriam desenhar o chassis através de algo invulgar: fluido computacional dinâmico, ou seja, iria desenhar o carro de forma virtual.

O fluído computacional (CFD, computational fluid dynamics, no original) é basicamente uma simulação dinâmica que apresenta fluidez. Feita por super-computadores, é a previsão nos campos de concentração, velocidades, pressão, temperaturas e propriedades turbulentas, é efetuada através de modelos microscópicos baseados nos princípios de conservação de massa, da energia e da quantidade de movimento, no domínio do espaço e do tempo. De uma forma simples, dispensa os modelos à escala colocados em túneis de vento para ver o grau de aerodinâmica do carro. Foi dessa forma que desenharam o VR-01, um carro desenhado por Nick Wirth, que também era o diretor técnico da equipa.

A apresentação foi a 3 de fevereiro de 2010, na véspera dos testes em Jerez, com o brasileiro Lucas di Grassi e o alemão Timo Glock (ex-Toyota) como pilotos, e outro brasileiro, Luiz Razia, como piloto de testes. O carro tinha motor Cosworth, como seria de esperar, por causa dos critérios usados pela FIA para poderem entrar na Formula 1, e como seria de esperar, os tempos que faziam eram quatro segundos mais lentos dos que os carros da frente.

Contudo, a equipa esperava que o carro cumprisse nesta primeira temporada na categoria máxima do automobilismo. Contudo, ao fim de algum tempo, descobriu-se que o carro desenhado por computador… tinha os seus defeitos. Descobriu-se que o depósito de combustível era demasiado pequeno e os colocava muito perto do limite para completar toda a corrida, o que os obrigava a dosear a aceleração na parte final das corridas. A questão demorou a ser resolvida, e só no GP de Espanha é que o carro novo apareceu, com o depósito de combustível com as devidas medidas.

Contudo, independentemente do tamanho, a virgin lutava para sair do fundo do pelotão, e tal como a Hispania e a Team Lotus, nenhum deles conseguira pontuar nessa temporada. No final desse ano, Di Grassi abandonou a Formula 1 e foi tentar a sua sorte na Endurance. Apesar da primeira temporada não ter sido grande coisa, houve mais gente a entrar em cena.

(continua amanhã)

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