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20 Novembro 2018
História

HISTÓRIA: O GP do Japão de 2003

Por fim, chegou a última prova do ano, e havia pelo menos dois candidatos ao título: o alemão Michael Schumacher e o finlandês Kimi Raikkonnen. A diferença entre ambos era de nove pontos, a favor do alemão – 93 contra 82 – e ao piloto da Ferrari bastava um oitavo lugar para ficar com o sexto título mundial e por fim bater Juan Manuel Fangio como o piloto com mais títulos mundiais.

A grande mudança no pelotão tinha acontecido na BAR. Jacques Villeneuve tinha pedido para sair antes do final da temporada, frustrado e pouco motivado para continuar na Formula 1, e para o seu lugar veio Takuma Sato, que dias antes, tinha sido anunciado como piloto da marca para a temporada seguinte.

No final da qualificação, Rubens Barrichello foi o melhor, com Juan Pablo Montoya a seu lado. Cristiano da Matta e Olivier Panis ocupavam a segunda fila, nos seus Toyotas, enquanto na terceira estavam o Renault de Fernando Alonso e o Jaguar de Mark Webber. David Coulthard e Kimi Raikkonen eram sétimo e oitavo, monopolizando a quarta fila para a McLaen, e a fechar o “top ten” estavam o BAR-Honda de Jenson Button e o segundo Jaguar-Cosworth de Justin Wilson.

Michael Schumacher era apenas 14º na grelha, ficando atrás até de Sato, o que aparentemente, não era muito bom para as suas prespectivas de título. Afinal de contas, ele estava atrás dos outros candidatos ao título. Mas pior, pior, estava Ralf Schumacher, que partilhava a última fila com Jarno Trulli.

A corrida começou com Montoya a ser mais veloz que Barrichello na partida e a liderar a corrida. Mas isso foi sol de pouca dura quando na nona volta, uma fuga no sistema hidráulico o obrigou a abandonar a corrida. Barrichello voltou ao comando, mas na volta 12, foi às boxes para o seu primeiro reabastecimento, como Kimi a ir a seguir. Mas o piloto da Ferrari manteve-se na frente do finlandês da McLaren quando este voltou à pista e ficou com a liderança.

Atrás, Schumacher controlava tudo e mantinha-se confortável na zona de pontos. Os McLaren perseguiam Barrichello, mas não o conseguiam batê-lo. Apenas na volta 41, quando Barrichello reabasteceu uma segunda vez é que Coulthard ficou com a liderança, mas reabasteceu na volta seguinte.

No final, o piloto brasileiro comemorou a vitória, com os McLaren a seguir no pódio. Mas foi o oitavo lugar de Schumacher que foi o suficiente para o alemão e a Ferrari voltarem a comemorar os títulos de pilotos e construtores pela quarta vez consecutiva, e claro, bater o recorde de Fangio.

Nos restantes lugares pontuáveis ficaram o BAR de Jenson Button, o Renault de Jarno Trulli, o segundo BAR de Takuma Sato, o Toyota de Cristiano da Matta e o Ferrari de Michael Schumacher.

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