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17 Fevereiro 2019
História

HISTÓRIA: O GP do Brasil de 1979

Quinze dias depois de Buenos Aires, máquinas e pilotos voltavam ao circuito de Interlagos, depois do interludio de um ano, para correrem no Autódromo de Jacarépaguá, no Rio de Janeiro. Durante esse espaço de tempo, a pista sofreu obras de remodelação, nomeadamente o reasfaltamento da pista. Contudo, os pilotos ainda se continuavam a queixar dos ressaltos.

Sem grandes novidades em termos de carros – os primeiros carros novos, como o Ferrari 312T4 e o Fittipaldi F6, só apareceriam na Africa do Sul – os Ligier, que tinham o carro pronto logo na Argentina, aproveitaram a boa forma para dominarem os treinos, com Jacques Laffite em primeiro e Patrick Depailler em segundo. Na segunda linha estavam os Lotus, com Carlos Reutmann a superiorizar-se a Mário Andretti, o campeão do Mundo. Na terceira fila estavam os dois Ferrari de Jody Scheckter e Gilles Villeneuve, ainda com o modelo antigo, e a quarta fila pertencia a dois franceses: Jean-Pierre Jabouille, no seu Renault Turbo, era o sétimo a partir, tendo a seu lado o Tyrrell-Cosworth de Didier Pironi. A fechar o “top ten” estava o Copersucar de Emerson Fittipaldi e o Wolf-Cosworth de James Hunt.

Os Brabham estiveram mal nos treinos, com Niki Lauda em 12º e Nelson Piquet dez posições mais abaixo, ainda contundido do acidente na prova anterior. Na Williams, Alan Jones era o 13º na grelha, e Clay Regazzoni o 17º a partir. O mexicano Hector Rebaque, no seu Lotus privado, e Arturo Merzário não conseguiram a qualificação, já que aqui, só permitiam a entrada de 24 carros, ao contrário de Buenos Aires, onde os 26 carros inscritos puderam alinhar à partida.

No momento da largada, os Ligiers arrancam bem, mas Reutmann arranca ainda melhor, ficando momentaneamente com o segundo posto, antes que Depailler o reclamasse como seu no final da primeira volta. Entretanto, logo atrás, Mário Andretti passa o seu companheiro e fica com o terceiro posto. Mais atrás, Emerson Fittipaldi fez um arranque espectacular e passou Pironi, Jabouille e Villeneuve, e no final da primeira volta já era sexto, pressionando Scheckter para o quinto posto, para alegria dos torcedores.

Na segunda volta, Fittipaldi passou o Ferrari do sul-africano, e poucos metros mais adiante, herda o quarto posto, quando o Lótus de Mário Andretti tem uma fuga de combustível e pega foto, arrastando-se até às boxes. A seguir, o brasileiro carrega sobre Reutmann, para tentar ficar com o terceiro posto. O brasileiro estava a fazer uma das corridas da sua vida, num F5A que ganhava segunda vida diante do seu público.

Entretanto, os Ligiers estavam na frente, quase sem oposição. Jacques Laffite e Patrick Depailler lideravam a corrida a seu bel-prazer, enquanto que Reutemann era acossado por um endiabrado Fittipaldi. Mais atrás, Scheckter era também acossado pelo Tyrrell de Didier Pironi. O francês ultrapassou-o, mas pouco depois este despistava-se e voltava à pista, com o sul-africano a recuperar a posição. Mas o jovem francês não se desarmava, e foi de novo atrás dele. Algumas voltas depois, apanhava-o e conseguia ultrapassar, ficando com o então quinto posto. Mais atrás, os Brabham já tinham parado, ambos na mesma volta: Lauda devido a problemas de caixa, Piquet devido a um acidente.

Na 22ª volta, a desilusão tomava conta dos brasileiros: a grande corrida de Fittipaldi ficava seriamente comprometida quando uma das rodas se soltou e teve que ir às boxes. Conseguiu chegar, mas perde uma volta e termina a corrida na 11ª posição. Reutemann estava aliviado, pois já tinha o pódio na mão, porque Didier Pironi estava longe. Entretanto, ambos os Ferrari foram às boxes, e Gilles Villeneuve, até então muito discreto, conseguira ultrapassar Scheckter, para ficar com o quinto posto final.

No final da corrida, os Ligier dominavam, e Jacques Laffite tinha conseguido a pontuação máxima, seguido de Patrick Depailler. Era a primeira dobradinha de sempre da equipa de Guy Ligier, e os carros azuis dominavam este início de campeonato.

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