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16 Janeiro 2019
Formula 1 História

HISTÓRIA: O GP de Portugal de 1958

Quando máquinas e pilotos chegam ao Porto, três semanas depois do GP da Alemanha, o pelotão ainda estava a abalada pela morte de Peter Collins, o vencedor do GP inglês, e que tinha morrido na prova seguinte, no circuito alemão de Nurburgring. Ainda de luto, e tentando recuperar da morte de Luigi Musso mês e meio antes, em Reims, a Ferrari só levou dois carros para a prova portuguesa, pilotados por Mike Hawthorn e Wolfgang von Trips. Hawthorn só queria duas coisas: ganhar o título mundial e retirar-se da Formula 1 de vez, porque já sabia que os carros o matavam e ele poderia ser o próximo.

A Vanwall, sua rival, levara três carros, para Stirling Moss, Stuart Lewis-Evans e Tony Brooks, e tinha ambições legitimas para ganhar esta corrida, pois estava em jogo não só o título mundial de pilotos, como também o de construtores, algo que tinha sido lançado nesse ano.

Na BRM, o francês Jean Behra e o americano Harry Schell eram os representantes da marca no circuito português, e a Cooper trazia Roy Salvadori, Maurice Trintignant e Jack Brabham, e a Lotus só inscrevia um carro, para Graham Hill, já que Cliff Allison iria alinhar com um Maserati 250F, da mesma forma que o americano Carrol Shelby, o sueco Jo Bonnier e a italiana Maria Teresa de Fillipis. Assim sendo, somente 15 carros alinhariam na prova portuguesa, corrida num traçado urbano, onde teriam que correr em troços de paralelepípedo, e atravessar linhas de eléctrico…

Nos treinos, o melhor foi Stirling Moss, no seu Vanwall, seguido por Mike Hawthorn, e o segundo Vanwall de Stuart Lewis-Evans, uma primeira fila toda inglesa. A seguir vinham o BRM de Jean Behra e o terceiro Vanwall, de Tony Brooks. Wolfgang Von Trips era o sexto, seguido pelo BRM de Schell, os Cooper-Climax de Jack Brabham e Maurice Trintignant e o Maseratti de Carrol Shelby.

O dia da corrida tinha amanhecido com chuva, mas o traçado estava a secar quando máquinas e pilotos iniciaram as 50 voltas de corrida do GP de Portugal. Hawthorn partiu melhor, mas cedo Moss recuperou a liderança da corrida, e de lá não mais saiu. Hawthorn andou no segundo posto, seguido por Behra e Lewis-Evans, mas algum tempo depois teve problemas de motor e teve que ir à boxe, caindo para o terceiro posto. Behra herdou o lugar, mas pouco tempo depois, foi a vez dele de ter problemas de motor, e perder o segundo lugar para Hawthorn. Mais tarde, escapou a hipótese do pódio, a favor de Lewis-Evans.

No final, Moss ganhou a corrida, mas sem fazer a volta mais rápida. E no final, o inglês viu o seu compatriota Hawthorn parado na berma, tentando pegar o seu motor. Quando viu que os espectadores tentavam empurrá-lo para que pudesse voltar à corrida, Moss assinalou-o, pois caso isso acontecesse, seria desclassificado. Hawthorn agradeceu, e tentou ele mesmo pôr o carro em funcionamento. Conseguiu, e ainda fez a volta mais rápida. Ninguém sabia na altura, mas esse gesto seria decisivo no campeonato…

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