Formula 1 História

HISTÓRIA: O GP de Itália de 1988

A temporada já estava decidia há muito, quando máquinas e pilotos chegaram a Monza, palco do GP de Itália. Contudo, a Formula 1 estava um pouco curiosa em saber como reagiria o público ao primeiro GP italiano sem a presença de Enzo Ferrari, falecido cerca de um mês antes. Os “tiffosi” gostariam que os carros da Scuderia pudessem contrariar o dominio dos McLaren, como forma de prestar tributo a “Il Commendatore”, mas muitos sabiam que isso era mais no dominio dos desejos e sonhos do que a realidade pura e dura.

No pelotão, Nigel Mansell ainda estava a recuperar da varicela que tinha contraido umas semanas antes. Contudo, Martin Brundle não podia ajudar a equipa, devido aos seus compromissos com a Jaguar, no Mundial de Sport-Protótipos. Sendo assim, Frank Williams vai buscar o seu piloto de testes, o francês Jean-Louis Schlesser, então com 36 anos, e sobrinho de Jo Schlesser, morto 20 anos antes na pista francesa de Rouen.

Nos treinos, os McLaren dominaram a primeira fila, com Ayrton Senna a ser melhor que Alain Prost. Na segunda fila ficavam os Ferrari, com Gerhard Berger melhor do que Michele Alboreto. A terceira fila tinha surpeendentemente os Arrows-Megatron de Eddie Cheever e Derek Warwick, enquanto que Nelson Piquet, o no seu Lotus, era sétimo, à frente de Thierry Boutsen, no seu Benetton, o primeiro dos não-Turbo.

O novato Schlesser partia do 22º lugar, bem distante de Riccardo Patrese (10º), enquanto que Johnathan Palmer, no Tyrrell, Stefan Johansson, no Ligier, Gabriele Tarquini, no Coloni, e Stefano Modena, no Eurobrun, não conseguiram a qualificação. Oscar Larrauri, no outro Eurobrun, nem conseguiu pré-qualificar-se para os treinos…

A corrida começou com os McLaren na frente, com Berger a tentar acompnhar os McLaren, mas cedo ficou para trás, pois a superioridade dos motores Honda era grande. Mais para trás, Nelson Piquet deixa o seu Lotus na caixa de brita, à entrada da primeira chicane, devido a um problema de embraeagem, que causou o seu despiste.

Contudo, o carro de Prost estava com problemas, e tinha dificuldades em ir embora de Berger. Para piorar as coisas, no inicio da volta 35, o motor falha, algo de raro, muito raro! Esta falha deixaria o francês numa posição de inferioridade na luta pelo título, já que Senna estava imperial na frente, sem nada que o incomodasse. A vitória estava próxima…

No inicio da última volta, Senna aproxima-se de Schlesser, prestes a levar duas voltas de atraso. Mas a sua condução impulsiva, na zona da primeira chicane, fez com que batesse no Williams do piloto francês, e fosse para fora de pista, e ficasse por ali. A multidão entra em delírio, pois ia ver algo que só poderiam sonhar, naquele ano: uma dobradinha Ferrari, em Monza! Certamente era a melhor forma de homenagem ao Commendatore.

Berger vence, Alboreto é segundo, Cheever dá à Arrows o seu primeiro pódio desde 1985, e nos restantes lugares ficam o outro Arrows de Warwick, o March de Ivan Capelli e o Benetton de Thierry Boutsen. O título já não podia escapar à McLaren, mas a invencibilidade da equipa de Woking tinha sido quebrada.

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