Formula 1 História

HISTÓRIA: O GP da Hungria de 1993

Quando a Formula 1 chega à Hungria, o Verão ia alto… e a “silly-season” também! Os rumores daquele momento eram a possivel ida de Ayrton Senna para a Williams, a troco de um contrato chorudo, e possivelmente com Alain Prost a gozar uma reforma dourada… enquanto isso, na Benetton, Flavio Briatore disse a Riccardo Patrese que estava liberto de quaisquer compromissos a partir do final do ano, e duas equipas em dificuldades, a Minardi e a Dallara, discutiam uma possivel fusão entre eles.

Entretanto, duas novas equipas eram anunciadas para 1994: a Simtek, do engenheiro Nick Wirth, que trabalhara para a Benetton, e a Pacific, que tinha algum sucesso na Formula 3000. Iriam lutar contra um pelotão algo cheio, mas esperavam ter a sorte de principiante…

Quem também andava feliz por esta altura eram a Ligier e a Lotus. no primeiro caso era que tinham conseguido a manutenção do contrato com a Renault por mais uma época, enquanto que a Lotus tinha nos motores Mugen-Honda, que estavam na Footwork-Arrows, uma tabua de salvação por mais uns tempos, pensavam eles…

Passando dos rumores para a pista, os Williams dominavam no Hungaroring, com Alain Prost na frente de Damon Hill, monopolizando a primeira fila da grelha de partida. Na segunda fila, Michael Schumacher aproveitava a boa fora da Benetton e conseguia o terceiro posto na grelha, tendo a seu lado o McLaren de Ayrton Senna, que não andava muito contente com o rendimento do carro, sobretudo em termos aerodinâmicos. Riccardo Patrese foi quinto na grelha, e tinha a seu lado o Ferrari de Gerhard Berger. O Minardi de Pierluigi Martini causava furor na grelha, ao ser sétimo, com o Ferrari de Jean Alesi em oitavo, e os dois Footwork, de Derek Warwick e Aguri Suzuki, a fechar o “top ten”.

A corrida começou… na volta de aquecimento. O motor de Alain Prost cala-se na volta de formação, e ele teve que largar no final da grelha. Assim sendo, seria Damon Hill o primeiro à partida do GP húngaro. Depois do inglês vinha Senna, Berger, Patrese e Schumacher, que tinha tido uma má partida e caira na classificação. Hill ia-se embora calmamente de Senna, que por sua vez se afastava de Berger, que devido à pouca potência do seu Ferrari, aguentava o resto do pelotão consigo…

Porém, Senna não ia ficar muito tempo no segundo lugar. Na volta 18, um problema electrónico faz parar definitivamente o seu carro, ao mesmo tempo que Alain Prost, vindo de trás, chegava à zona dos pontos, no quarto lugar, depois dos dois Benetton. Contudo, pouco tempo depois, a sua asa traseira começava a vibrar violentamente e a equipa decidiu chamá-lo às boxes, para poder efectuar reparações. A corrida dele acabou ali, pois quando voltou para a pista, tinha sete voltas de atraso…

Assim sendo, Hill ia calmamente a caminho da sua primeira vitória, com Schumacher e Patrese logo a seguir, a quase trinta segundos. Sem Prost, Berger recuperava o quarto posto, enquanto que Jean Alesi tinha desistido na volta 22, depois de um desentendimento com o brasileiro da Minardi, Christian Fittipaldi.

Na volta 26, depois do alemão ter parado para trocar de pneus, o motor de Schumacher cala-se e ele tem que abandonar a corrida, dando de bandeja o seu segundo lugar ao seu veterano companheiro. As coisas mantêm-se assim até ao final, com Alain Prost a fazer a volta mais rápida (não tinha nada a paerder…), e Damon Hill a comemorar a sua primeira vitória na sua carreira. Pela primeira vez na história da Formula 1, o filho de um campeão mundial era o vencedor de uma corrida…

Nos restantes lugares do pódio ficavam o Patrese e Berger. Para o italiano, aquele viria a ser o seu último pódio da carreira, e para o austriaco, aquele iria ser o unico pódio que a Ferrari iria ganhar naquele ano. Nos restantes lugares pontuavias ficavam o Footwork de Derek Warwick, o Ligier-Renault de Martin Brundle e o Sauber de Karl Wendlinger.

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