Formula 1 História

HISTÓRIA: O GP da Grã-Bretanha de 1993

Praticamente uma semana depois de Alain Prost ter ganho o GP da França, o pelotão da Formula 1 mudava-se para paragens britânicas, mais concretamente para Silverstone, palco do GP da Grã-Bretanha. Alain Prost, depois de ter vencido em Magny-Cours, tinha aberto uma vantagem de doze pontos sobre Ayrton Senna, e os Williams-Renault estavam agora em “velocidade de cruzeiro”, a caminho daquilo que pareciam ser ambos os títulos. Mas claro, Senna e a McLaren iriam dar o seu melhor, com Michael Schumacher e a Benetton à espreita.

No pelotão, havia uma mudança na Minardi, quando o italiano Fabrizio Barbazza saiu para dar lugar ao seu compatriota Pierluigi Martini, o habitual piloto da marca.

Os britânicos, orfãos de Nigel Mansell – que estava na CART americana para conseguir vencer o título – torciam pela Williams e particularmente por Damon Hill, que esperavam que conseguisse na pista britânica a sua primeira vitória, ou ao menos a sua primeira pole-position. Por muito pouco, Hill conseguia o primeiro posto, mas no último momento, Prost consegue um tempo melhor e fica com o primeiro lugar, mas a Williams assegurava o monopólio da primeira fila.

Michael Schumacher foi o terceiro na grelha, conseguindo bater o McLaren de Ayrton Senna, enquanto que no quinto posto ficava o segundo Benetton do veterano Riccardo Patrese. Martin Brundle era o sexto no seu Ligier, seguido pelo Lotus-Ford de Johnny Herbert. Derek Warwick, no seu Footwork Mugen-Honda, era o oitavo, e a fechar o “top ten” estava o segundo Ligier-Renault de Mark Blundell e o segundo Footwork Mugen-Honda de Aguri Suzuki. No final da grelha, era a vez do Lola de Michele Alboreto a “sair a fava” ao ser o último da grelha e a ser excluído da corrida.

A corrida começou com Hill a largar melhor do que Prost e a ficar com a liderança. O francês foi ainda pior e foi passado por Senna, que por sua vez, conseguiu passar Schumacher. Aos poucos, Hill afastava-se do pelotão, enquanto que Senna segurava todo o resto com o seu McLaren. As primeiras voltas foi uma batalha por parte de Senna para segurar o francês, mas no final da sétima volta, este conseguiu ficar com o segundo posto.

A seguir, foi a vez das atenções se virarem para o duelo entre o brasileiro e Schumacher, que fazia tudo para manter o lugar, defendendo-se como podia de todos os ataques, até à 13ª volta, altura em que o alemão por fim o passou. A partir dali, a luta foi entre os Williams, com Prost a diminuir a diferença para Hill, especialmente depois de parar para trocar de pneus. As coisas ficam assim até à volta 32, quando o Lola de Luca Badoer fica parado numa posição perigosa na pista e os comissários de pista não têm outra hipótese senão colocar na pista o Safety Car.

Com isso, o a diferença entre Hill e Prost fica reduzido a nada, mas quando a corrida recomeçou, o britânico manteve o comando. Mas foi por pouco tempo: na volta 42, o seu motor explode e Prost herda o comando. Atrás, Senna e Schumacher herdam os seus lugares, mas Brundle, que é o quarto, vê a sua caixa de velocidades avariar na volta 54 e cede o lugar ao Benetton de Riccardo Patrese.

Contudo, o golpe final estava reservado para a última volta, quando o McLaren de Senna ficou sem gasolina… na última curva. E numa suprema coincidência, o carro iria parar precisamente no local onde tinha parado nas duas últimas corridas em Silverstone. E por causa disso, já havia um pano onde um bem humorado britânico tinha escrito que ali havia um lugar reservado só para ele…

No final, Alain Prost alcançava ali um feito histórico: vencia pela 50ª vez na sua carreira. Michael Schumacher e Riccardo Patrese ficavam com o segundo e terceiro lugar para a Benetton, enquanto que nos restantes lugares pontuáveis ficavam o Lotus de Johnny Herbert, o McLaren de Senna e o Footwork-Mugen-Honda de Derek Warwick.

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