Formula 1 História

HISTÓRIA: O GP da Grã-Bretanha de 1988

Uma semana depois de Alain Prost ter ganho o “seu” Grande Prémio de França, máquinas e pilotos rumavam para o outro lado do Canal da Mancha, mais concretamente a Silverstone para correrem na etapa britânica do Mundial de Formula 1 daquele ano. Todos esperavam que o domínio dos McLaren continuasse, mas neste fim de semana, iriam existir alterações no guião…

Os treinos mostraram que a Ferrari estava a evoluir, para melhor. Gerhard Berger e Michele Alboreto lideravam a tabela dos tempos durante todo o fim de semana, e no momento da verdade, foi Berger que conseguiu a “pole-position”, ao lado do seu companheiro de equipa. Era a primeira vez nessa temporada que não havia McLarens na primeira fila. Estes estavam logo a seguir, com Ayrton Senna a levar a melhor sobre Alain Prost, enquanto que na terceira fila estava outra pequena surpresa, com o quinto lugar do March aspirado de Mauricio Gugelmin, tendo a seu lado o seu companheiro Ivan Capelli. Nelson Piquet era sétimo, com o seu Lotus-Honda, e tinha a seu lado o Benetton de Alessandro Nannini. A fechar o “top ten”, estavam o Arrows-Megatron de Derek Warwick e o Lotus-honda de Satoru Nakajima.

Nigel Mansell, no seu Williams-Judd, era 11º, e aproveitou o fim de semana britânico para anunciar que iria correr na Ferrari a partir da temporada de 1989. Uma escolha pessoal do velho Enzo Ferrari, do alto dos seus 90 anos e já debilitado, ainda teve forças para fazer as suas escolhas futuras.

No Domingo, 10 de Julho de 1988, a chuva fazia a sua aparição no Verão inglês (pela primeira vez em três anos e meio!), e baralharia as pretensões dos candidatos à vitória. Na partida, Berger foi para a frente, mas Senna ficou logo atrás dele, depois de conseguir livrar-se de Alboreto. Quanto a Prost, este apresentava problemas de dirigibilidade, o que aliadas ao seu crónico mau desempenho na chuva, o faziam cair para o meio do pelotão. Teve que desistir à volta 24, declarando que o seu carro era muito difícil de guiar.

Entretanto, Senna sentia-se à vontade na chuva. Ficando atrás de Berger, tentou assaltar várias vezes o comando, mas só o conseguiu na volta 14, distanciando-se o suficiente para garantir uma liderança confortável. Entretanto, quem fazia a corrida da sua vida era Nigel Mansell. Com um mau carro à partida, mas com um tempo que lhe era favorável, vinha passando carros atrás de carros, por vezes aos dois de cada vez.

Entretanto, Senna liderava sem qualquer oposição, e fazia um resto de corrida mais calmo e controlado, rumo a mais uma vitória, enquanto que Mansell consegue na volta 50 chegar ao segundo lugar, beneficiando dos problemas de combustível do Ferrari de Berger. Isto não só lhe dará os seus primeiros pontos do ano, mas também a melhor classificação de sempre de um carro com motores Judd. Alessandro Nannini, com o seu terceiro lugar, consegue o seu primeiro pódio da sua carreira a bordo do seu Benetton. Nos restantes lugares pontuaveis ficaram o March de Mauricio Gugelmin, o Lotus de Nelson Piquet – pela primeira vez em 15 anos, havia três brasileiros nos pontos – e o Arrows de Derek Warwick.

 

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