Formula 1 História

HISTÓRIA: O GP da Bélgica de 1968

Duas semanas depois de terem corrido o GP do Mónaco, maquinas e pilotos estavam em Spa-Francochamps para correrem o GP da Bélgica, quarta prova do campeonato do mundo de Formula 1.

Se a temporada de 1968 estava a ser muito agitada e marcante em todos os sentidos com as mortes de Jim Clark e Mike Spence, o fim de semana belga também iria ter a sua dose de tragédia. A algumas centenas de quilómetros dali, em Berchtesgaden, nos Alpes Alemães, o italiano Lucovico Scarfiotti tem um acidente mortal a bordo de um Porsche 910, quando disputava o Europeu de Montanha. Era piloto oficial da Cooper e tinha sido quarto na corrida anterior, no Mónaco, mas tinha faltado a esta corrida para fazer um favor ao seu amigo Huscke von Hanstein, o manager da Porsche nesse tempo, pois era um dos melhores pilotos europeus da categoria.

Spa-Francochamps era ideal para a colocação de um elemento novo: aérofólios. Desde o ano anterior que a Lotus e Brabham tinham pequenos “bigodes” na frente dos seus carros, e na corrida anterior, no Mónaco, Graham Hill tinha uma pequena saliência na traseira do seu Lotus 49. Contudo, na prova belga, foi a Ferrari que surpreendeu tudo e todos ao aparecer em Spa com aérofólios montados na traseira do carro de Chris Amon, já preparados para o circuito. A Brabham também os tinha, mas não previam a sua instalação. Tiveram que os montar à pressa nos carros de Jack Brabham e Jochen Rindt.

Amon mostrou que o novo conceito resultava e marcou a “pole-position”, seguido por Jackie Stewart, no seu Matra, e Jacky Icxx, noutro Ferrari. John Surtees foi o quarto, no seu Honda, seguido pelos McLaren de Dennis Hulme e Bruce McLaren. Piers Courage era sétimo, no seu BRM, seguido pelo seu companheiro de equipa, Pedro Rodriguez. A fechar o “top ten” estavam Jo Siffert, no Lotus da Rov Walker Racing e o carro de Jack Brabham.

No Domingo, a chuva – que tinha aparecido nos dias anteriores – dera lugar a um céu azul, e a corrida decorreu em piso seco. Na partida, Amon foi para a frente, seguido por Stewart, Icxx e McLaren. As coisas andaram mais ou menos assim até à volta oito, quando o radiador de Chris Amon ficou destruído devido a uma pedra, fazendo com que o motor se sobreaquecesse. Sendo assim, Jackie Stewart herda o comando, seguido de McLaren, Icxx e Rodriguez.

Nas voltas seguintes, foi um duelo entre o escocês da Matra e o neozelandês da McLaren. Que se resolveu na última volta quando o piloto da Matra… ficou sem gasolina. Um mal calculo faz com que perdesse o comando para Bruce McLaren, que levou o carro até à meta, para a primeira vitória da sua equipa. Rodriguez e Ickx acompanharam no pódio, e nos restantes lugares pontuáveis ficaram Stewart – apesar da falta de gasolina – o Lotus de Jackie Oliver – apesar de ter quebrado a transmissão a duas voltas do fim – e o Cooper de Lucien Bianchi.

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