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23 Outubro 2018
Formula 1 História

HISTÓRIA: O GP da Bélgica de 1963

Duas semanas depois de a BRM ter feito dobradinha nas ruas do Mónaco, máquinas e pilotos rumavam a Spa-Francochamps, palco da segunda corrida da temporada de 1963. Na lista de inscritos, havia dois tipos de novidades: a primeira era de chassis novos: a BRP, British Racing Partnership, tinha o seu próprio chassis, que seria guiado por Innes Ireland, a Scirocco, para Tony Settember – o outro chassis, para Ian Burgess, não estava pronto – e a ATS tinha trazido os seus chassis para Phil Hill e Giancarlo Baghetti.

Na segunda parte, era a chegada dos Porsche da holandesa Ecurie Maasbergen, desta vez com Carel Godin de Beaufort ao volante, enquanto Lucien Bianchi alinhava na prova local com um Lola da Reg Parnell Racing. Ainda havia três inscrições, uma para a Ferrari, com Ludovico Scarfiotti, outro para a BRM, para Lorenzo Bandini, e uma terceira para Peter Arundell, para a Lotus. Nenhum dos três alinhou porque não tinham carros disponíveis.

No final da qualificação, Graham Hill levou a melhor no seu BRM, seguido por Dan Gurney, no seu Brabham-Climax. Willy Mairesse, o herói local da Ferrari, partia de terceiro, seguido pelo Cooper de Tony Maggs. Bruce McLaren era quinto, seguido carro de Jack Brabham, com Innes Ireland a ser sétimo no seu BRP. Jim Clark era oitavo, no seu Lotus e a fechar o “top ten” estavam o segundo BRM de Richie Ginther e o segundo Ferrari de John Surtees.

Na 15ª posição, no Lola da Reg Parnell Racing, estava Chris Amon. Aos 19 anos de idade, gornava-se no segundo piloto mais jovem de sempre a alinhar num Grande Prémio, batido apenas pelo mexicano Ricardo Rodriguez.

O dia da corrida estava chuvoso, e isso foi ótimo para Clark, que aproveitou o momento para fazer uma fabulosa partida. No final da primeira volta, ele era o primeiro, com Hill e Gurney atrás dele. Com o passar das voltas, o escocês começou a afastar-se do pelotão graças à sua habilidade na chuva – irónicamente, detestava Spa-Francochamps, especialmente com tempo molhado – enquanto Brabham ficava com o segundo posto, seguido por Surtees e Mairesse. O belga desistiu com o motor partido, na volta sete, e na volta 12, um problema na injeção de combustível acabava a corrida para Brabham, deixando o britânico da Ferrari no segundo lugar.

Na volta 16, a chuva caiu ainda mais forte, e isso causou mais acidentes. Jim Hall, Lucien Bianchi e Jo Siffert foram vitimas da pista escorregadia, mas sem consequências, enquanto na volta seguinte, Graham Hill teve um problema na sua caixa de velocidades, acabando por desistir. Clark estava cada vez mais só na liderança, e mais só ainda ficou quando Surtees desistiu com um problema na injeção de combustível.

Gurney era de novo segundo, seguido por Ginther, mas o americano da BRM foi passado por Maggs. Mas o sul-africano da Cooper sofreu um despiste na volta 27, acabando por desistir, e o lugar ficou nas mãos de McLaren. Este passou Gurney na volta final, trocando de posições.

No final, Clark vencia com facilidade em condições difíceis, com McLaren em segundo e Gurney em terceiro. Nos restantes lugares pontuáveis ficaram o BRM de Ginther, o Cooper de Jo Bonnier e o Porsche do holandês Carel Godin de Beaufort.

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