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20 Novembro 2018
Formula 1 História

HISTÓRIA: O GP da Áustria de 1983

Uma semana depois da competição ter passado pela veloz pista de Hockenheim, na Alemanha, agora encontravam-se desta vez noutra pista veloz, mas desta vez na Áustria, mais concretamente em Zeltweg, na pista de Östrerreichring. Situado a mais de 800 metros de altitude, era uma pista bem favorável aos motores Turbo, que respiravam melhor em ares mais rarefeitos do que os aspirados. E não foi sem surpresa que eles fizeram os melhores tempos nas duas sessões de treinos.

Nessa batalha particular entre os motores Turbo, a Ferrari estava ainda na mó de cima, e repetia o feito da Alemanha, ao colocar os seus carros na primeira fila, com René Arnoux a levar a melhor sobre Patrick Tambay. Na segunda fila, a surpresa foi o terceiro lugar de Nigel Mansell, no seu Lotus-Renault, que batera Nelson Piquet, no seu Brabham-BMW. A terceira fila tinha Alain Prost no quinto posto, e ao seu lado o segundo Brabham-BMW de Riccardo Patrese. O Toleman-Hart de Bruno Giacomelli estava na sétima posição da grelha, batendo o segundo Renault de Eddie Cheever. A fechar o “top-ten”, ficaram o Alfa Romeo de Mauro Baldi e o segundo Toleman-Hart de Derek Warwick.

O melhor não-turbo era o McLaren-Cosworth de Niki Lauda, que era apenas 14º na grelha de partida.

Dos 29 pilotos inscritos, três não conseguiram a qualificação para esta corrida: o Ligier-Cosworth do brasileiro Raul Boesel, o Theodore-Cosworth de Johnny Cecotto, e o RAM-Cosworth de Kenny Acheson.

A 14 de Agosto de 1983, o dia da corrida, estava céu limpo e calor. Tudo estava pronto para uma corrida emocionante e competitiva. Na partida, Tambay surpreende Arnoux e passa para a frente, seguido por Piquet e Prost, que conseguem surpreender Nigel Mansell. Mais atrás, era a confusão: O Lotus de Elio de Angelis despista-se e bate no Toleman de Giacomelli, abandonando na hora. Ao mesmo tempo, o Osella de Piercarlo Ghinzani toca no Williams de Jacques Laffite, e este choca com o Arrows de Marc Surer. O piloto suiço despista-se e bate no Tyrrell de Danny Sullivan. Ambos abandonam e o francês continua, mas com a direcção afectada, não vai mais além do que a 24ª volta.

A corrida continua com os Ferrari na frente, Tambay primeiro e Arnoux segundo. Mas na volta 22, Tambay está a ultrapassar pilotos atrasados, e atrapalha-se com o Ligier-Cosworth de Jean Pierre Jarier, algo que Arnoux aproveita para passar Tambay e ficar com a liderança. Ao mesmo tempo, Piquet, que estava atrás dos dois, aproveita a benesse e ascenda à segunda posição na mesma volta.

Nos reabastecimentos, Piquet se safa melhor do que Arnoux, enquantro que Tambay vai para as boxes na volta 30 para não mais sair dali, devido a uma fuga de óleo. Piquet está na liderança, mas na volta 38, tem problemas de potência, e é superado por Arnoux primeiro, e depois pelo Renault de Prost. O francês, que no ano anterior tinha desistido quando a vitória era certa, desta vez queria ganhar, e foi para cima do seu ex-companheiro da Renault, agora na Ferrari.

Na volta 48, a três do final da corrida, Prost apanha-o e consegue ultrapassá-lo no limite, e dirige até à vitória final. Arnoux é segundo e Piquet salva o dia, levando o seu carro até à terceira posição. Nos restantes lugares pontuáveis ficam o Renault de Eddie Cheever, o Lotus de Nigel Mansell e o McLaren-Cosworth de Niki Lauda, o primeiro dos motores atmosféricos. Seria a última vez que ele conduziria com esse motor, pois a partir do Grande Prémio seguinte, na holanda, iriam utilizar os motores TAG- Porsche.

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Redacção

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