Formula 1 História

HISTORIA: O GP da Áustria de 1973

Quinze dias depois do GP da Alemanha, máquinas e pilotos preparavam-se para enfrentar-se uns contra os outros no rapidíssimo circuito de Osterreichring, no centro da Austria. Com o escocês Jackie Stewart a liderar o campeonato, os pilotos da Lotus em geral, e Emerson Fittipaldi em particular, tinham que reagir, sob pena de ver escapar definitivamente Stewart rumo ao seu terceiro título mundial.

Na Áustria, o pelotão da Formula 1 conhece algumas alterações. Niki Lauda, o herói local, não podia alinhar, pois ainda recuperava do seu pulso fracturado na corrida anterior, no Nurburgring. A BRM não foi buscar qualquer substituto, e correu somente com Clay Regazzoni e Jean-Pierre Beltoise.

A Ferrari voltava a correr na Austria, mas sem Jacky Ickx ao volante. O piloto belga estava desiludido com a equipa em geral e com Enzo Ferrari em particular. Apesar de Il Commendatore o considerar como piloto, o piloto belga queria mudar de ares, pois estava na equipa há quatro temporadas… assim sendo, Arturo Merzário foi o único representante da marca do Cavalino Rampante nas paragens alpinas.

A March e a Ensign voltavam a correr no pelotão, e a Tecno voltava a acção, com chassis novo e Chris Amon ao volante, mas a equipa estava em revolução permanente, e o neozelandês cedo verificou que o carro era um desastre, nem sequer chegou a alinhar. Amon achou que era demais e saiu da equipa. Entretanto, o lorde Alexander Hesketh, que tinha comprado um chassis March para meter James Hunt a correr, tinha contratado um jovem projectista chamado Harvey Postlethwaite, para que pudesse desenvolver aquele chassis.

Na qualifiação, um recuperado Fittipaldi dá sinal de si, ao conseguir a pole-position, batendo o seu companheiro Ronnie Peterson. Na segunda linha ficaram os McLaren de Dennis Hulme e Peter Revson, e na terceira fila aparecia o Brabham de Carlos Reutmann e o Ferrari de Arturo Merzário. Jackie Stewart era o sétimo, ao lado do Surtees do brasileiro José Carlos Pace. A fechar o “top ten”, aparecia James Hunt e o segundo Tyrrell de Francois Cevért.

Na partida, Fittipaldi larga mal e é ultrapassado por Peterson e Hulme. Um pouco mais atrás, Peter Revson atrapalha-se com a embraeagem e fica parado na pista, fazendo com que o March de Mike Beuttler chocasse com ele. No final da primeira volta, Peterson liderava, com Hulme e Fittipaldi a seguir, e depois o Ferrari de Merzário, o Tyrrell de Stewart e o Brabham de Reutmann. Pace era sétimo, seguido por Cevért.

Na volta 3, Hunt despista-se e acaba prematuramente a sua corrida, enquanto que Stewart desafiava o quarto lugar de Merzário, e consegue ultrapassá-lo na volta seguinte. Cevért, que entretanto tinha passado Reutmann e Pace, chega-se ao italiano da Ferrari, mas na volta seis, ambos os carros colidem e o francês desiste.

Mais à frente, as coisas continuam como estavam na partida da corrida, mas pouco tempo depois, Hulme vai para às boxes com um furo lento, perdendo várias posições (iria acabar em oitavo), e ambos os Lotus ficam na frente, com Stewart em terceiro. Reutmann passa Merzário, na luta pelo quarto lugar. Algumas voltas depois, Peterson deixa ultrapassar Fittipaldi para a liderança, e ele lá fica, a caminho de uma vitória e de relançar a luta pelo campeonato.

Assim pensavam todos… até à volta 49, cinco para o final da corrida, quando o piloto brasileiro sofre um furo no sistema de combustível, e ele teve que abandonar definitivamente a corrida. Assim, Ronnie Peterson herdava o comando e caminhava alegremente para o seu terceiro triunfo da sua carreira, com Stewart logo atrás, mais preocupado em conseguir pontos. No terceiro posto, e depois de conseguir ultrapassar Reutemann, o brasileiro José Carlos Pace estava a caminho do seu primeiro pódio da carreira, e a segunda da marca.

Quando foi mostrada a bandeira de xadez a Peterson, no final da volta 54, sabia-se que os 24 pontos de diferença de Stewart para Fittipaldi significavam que o piloto escocês tinha nove dedos e meio agarrados ao troféu de campeão, pois aquela diferença era quase impossível de suplantar… depois de Stewart e Pace, ficaram o Brabham de Reutemann e os BRM de Beltoise e Regazzoni, que conseguiram ultrapassar o Ferrari de Merzário, o sétimo na corrida.

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