16 C
Lisbon
18 Dezembro 2018
Formula 1 História

HISTÓRIA: O GP da Austrália de 1993

Esta seria uma corrida marcante por muitas razões. A principal delas era que um dos pilotos mais marcantes de uma geração, o francês Alain Prost, iria abandonar definitivamente a competição. Ia abandonar por cima, com o quarto título mundial, era certo, mas a sensação que se tinha era de isto ser uma espécie de “render da guarda” de uma geração.

Outros pilotos da geração de 80 iriam abandonar a competição. Riccardo Patrese iria fazer aqui o seu 256º e último Grande Prémio, após 17 temporadas de bons serviços na Formula 1, ao volante de equipas como Shadow, Arrows, Brabham, Alfa Romeo, Williams e Benetton. Derek Warwick também iria embora da Formula 1 de vez, depois de ter regressado no inicio desse ano. Outro veterano, Andrea de Cesaris, também estava de partida, depois de correr por Alfa Romeo, McLaren, Ligier, Minardi, Brabham, Rial, Dallara, Jordan e Tyrrell.

Mas o futuro ainda lhe iria dar uma chance a este italiano…

Se na Austrália se falava de partidas, também se falava de chegadas. A Simtek, equipa de Nick Wirth, anunciava que iria entrar na competição em 1994, com David Brabham, filho de Jack Brabham, nos comandos, e uma segunda vaga a ser preenchida por aquele que pagar mais por ela… A Mercedes também voltava para a Formula 1, quase 40 anos depois da sua saída, mas desta vez como fornecedora de motores, ao retomar uma parceria com a Sauber, que já vinha desde os tempos dos Sport-Protótipos.

Com todas estas novidades, os treinos decorreram de forma normal. A McLaren queria fechar a época com chave de ouro, e Senna queria também fechar em alta a sua passagem pela McLaren com um fim de semna de sonho, e conquistar o vice-campeonato, batendo Damon Hill. Assim, fez a “pole-position”, com Alain Prost a seu lado. Damon Hill foi o terceiro, e a acompanhá-lo na segunda fila estava o Benetton de Michael Schumacher. Na terceira fila ficou o McLaren de Mika Hakkinen, e o Ferrari de Gerhard Berger, enquanto na quarta estava o outro Ferrari de Jean Alesi e o Ligier de Martin Brundle, e a fechar o “top ten” estavam o segundo Benetton de Riciardo Patrese e o Footwork-Arrows de Aguri Suzuki.

A partida teve de ser adiada por duas vezes, porque nesses tentativas, o Tyrrell de Ukyo Katayama e o Jordan de Eddie Irvine viram os seus motores calarem-se. Quando finalmente aconteceu a largada, Senna resiste melhor ao ataque de Alain Prost à liderança, enquanto que logo atrás, o Larrousse de Toshio Suzuki toca no Lotus de Pedro Lamy, fazendo-o descolar e não andar mais do que 200 metros.

Nas primeiras voltas, Senna seguia à frente de Prost, com Hill e Schumacher logo atrás. Hakkinen, que partira mal e deixara ultrapassar Berger, era sétimo. O alemão da Benetton ia parar cedo, para imprimir um ritmo mais forte, mas na volta 20, motor subitamente calou-se e as férias vieram mais cedo.

À medida que a corrida prosseguia, a liderança de Senna era cada vez maior. Quando Senna foi à boxes, na volta 25, Prost herdou a liderança, mas não durou mais do que quatro voltas, pois quando foi a vez do francês ir trocar de pneus, o brasileiro retomou naturalmente a liderança.

Com as segundas paragens, tudo ficou na mesma, embora na volta 55, Damon Hill tenha perdido o controlo do carro na curva Adelaide, e perdia a segunda posição para o francês. E foi assim até à 79ª e última volta da corrida.

No final, Senna vencia o seu 41º Grande Prémio da sua carreira. Era o seu último pela McLaren, e assim, fechava este capítulo, garantindo o vice-campeonato. Alain Prost vinha logo atrás, e conseguia a segunda posição, subindo ao pódio na sua última corrida de uma longa carreira, E Damon Hill, o representante da nova geração (apesar de ter 33 anos, os mesmos que Senna…), era o terceiro classificado.

Quando os três subiram ao pódio, Senna agarrou a mão de Prost e ergueu-o, demonstrando respeito pelo seu maior rival de sempre, e que tinham feito muitos cabeçalhos nos jornais. A multidão aplaudiu, sabendo que aquilo simbolizava o final de uma era na Formula 1. O que não se sabia era que o rival de Prost, e seu sucessor na Williams, só iria viver por mais seis meses…

Related posts

Valtteri Bottas sente-se pronto para arrancar para 2017

Bernardo Matias

Pirelli colabora com Autódromo de Interlagos

Bernardo Matias

Equipas de F1 sem consenso sobre formas de incrementar ultrapassagens em 2019

Bernardo Matias

Leave a Comment

This website uses cookies to improve your experience. We'll assume you're ok with this, but you can opt-out if you wish. Accept Read More

Privacy & Cookies Policy
WP Twitter Auto Publish Powered By : XYZScripts.com