Formula 1 História

HISTÓRIA: O GP da Alemanha de 1983

A Formula 1 teve nesse ano um intervalo de três semanas entre os Grandes Prémios inglês e alemão. A “silly season” ia alta, tal como o Verão. Rumores falavam que Patrick Tambay iria embora da Ferrari, para ser substituído pelo jovem talento italiano Michele Alboreto, então na Tyrrell, e que a Arrows iria ser a terceira equipa a ser fornecida pela BMW, depois da Brabham e da ATS.

Nos treinos, o melhor foram os Ferrari, com Tambay na frente, no mesmo local onde ganhara o seu primeiro Grande Prémio, um ano antes. Logo a seguir vinha o seu companheiro de equipa, René Arnoux. Na segunda fila estavam o Alfa Romeo de Andrea de Cesaris, que com o seu terceiro lugar na grelha, igualava o seu melhor resultado do ano com o que tinha alcançado na Bélgica. Ao lado do italiano alinhava o Brabham-BMW de Nelson Piquet. Os Renault monopolizavam a terceira fila, com Alain Prost à frente de Eddie Cheever. Mauro Baldi era sétimo, no segundo Alfa Romeo, seguido pelo segundo Brabham de Ricciardo Patrese e a fechar o “top ten”,  os Toleman-Hart de Derek Warwick e do seu companheiro de equipa, o italiano Bruno Giacomelli.

Quem não se qualificava era, para surpresa de todos, o ATS do alemão Manfred Winkelhock, que com o seu motor BMW Turbo, certamente se esperava que fizesse muito melhor. Não marcou qualquer tempo e ficava de fora da prova. O RAM de Kenny Acheson e o Osella de Corrado Fabi acompanharam-no nesta má sorte de não alinhar na corrida de domingo.

A corrida começou com Tambay e Arnoux na frente, mas logo após a terceira volta, Arnoux assegura a liderança, para não mais a largar até ao final da corrida. E se as coisas ficam resolvidas, pelo menos nos lugares da frente, mais atrás, houve luta. Primeiro, quando Tambay desiste à volta 11, De Cesaris assume o segundo lugar, mas perde-o com a subida de Piquet para esse posto. Um pouco atrás, Alain Prost não conseguia mais do que um quinto lugar, pois tinha sido ultrapassado pelo segundo Brabham, de Riccardo Patrese. Quando Arnoux vai às boxes reabastecer, Piquet assume provisóriamente a liderança, que depois entrega a Arnoux quando é a sua vez de reabastecer.

As coisas iriam ficar assim até perto, muito perto do final, quando a duas voltas do fim, o Brabham tem uma fuga de combustível, que causa um incêndio. E é assim que vê fugir preciosos seis pontos…

Com isto, vê o Alfa Romeo de Andrea de Cesaris a alcançar os seus primeiros pontos da temporada, e logo com uma subida ao pódio! A acompanhá-lo, irá o segundo Brabham-BMW de Riccardo Patrese, logo seguido pelo Renault de Alain Prost, que com o problema do seu rival, consegue três preciosos pontos para a luta pelo campeonato. Depois dele, vinham os dois McLaren, os primeiros carros não-Turbo, de Niki Lauda e John Watson. Só que o austríaco tinha feito uma manobra irregular nas boxes (fez marcha-atrás quando falhou a sua entrada), logo, os comissários não tiveram outra alternativa senão desclassificá-lo. Assim, Watson herdou o quinto lugar e o sexto posto ficou com o Williams de Jacques Laffite.

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