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20 Novembro 2018
História

HISTÓRIA: O GP da África do Sul de 1983

O circuito sul-africano de Kyalami, nos arredores de Joanesburgo, iria acolher a corrida final da temporada de 1983. O francês Alain Prost, no seu Renault, era o líder do campeonato, com 57 pontos, e tinha mais dois que o brasileiro Nelson Piquet, num Brabham. O piloto brasileiro tinha ganho as duas corridas anteriores, em Monza e Brands Hatch, enquanto que o francês apenas tinha sido segundo na corrida inglesa, fazendo diminuir bastante a diferença entre ambos os pilotos.

Ainda com possibilidades para o título estava o francês René Arnoux tinha 49 pontos, mas a última vez que pontuara tinha sido em Monza, onde terminara na segunda posição. Neste aspecto, Piquet estava na mó de cima, devido ao que tinha conseguido nas últimas provas. Mas corriam rumores que a gasolina que estava a abastecer os Brabham estava um pouco acima da octanagem permitida.

Na corrida final, disputada na altitude de Kyalami, os Ferrari mostraram-se nos treinos, com o francês Patrick Tambay na “pole-position”, enquanto que Nelson Piquet ficou ao seu lado na primeira fila. Na segunda linha ficou o segundo Brabham de Riccardo Patrese e o segundo Ferrari, de René Arnoux. Alain Prost foi o quinto, tendo a seu lado o Williams do finlandês Keke Rosberg, que estreava aqui o motor Honda Turbo. Nigel Mansell foi o sétimo, no seu Lotus, seguido pelo ATS de Manfred Winkelhock, e a fechar o “top ten” estavam o Alfa Romeo de Andrea de Cesaris e o segundo Williams-Honda de Jacques Laffite.

Na partida para a corrida, Piquet e Patrese tomaram logo a liderança a Tambay, enquanto que Prost ficava na quarta posição, atrás de Arnoux. Na volta nove, as magras hipóteses de Arnoux ganhar o título desapareceram: um motor rebentado encostava-o à box. Alain Prost sobe para a terceira posição, mas precisava de apanhar Patrese e Piquet para ser campeão, pois mesmo que ficasse na segunda posição, e Piquet ganhasse, o brasileiro tinha vantagem por um ponto (63 contra 64).

Prost tentava alcançar os Brabham, que pareciam imparáveis, mas na volta 35, tudo estava acabado para ele e para a Renault: o motor falhou e o piloto francês via fugir a oportunidade de chegar ao título. Quando Piquet soube disso, decidiu que o mais importante era acabar a corrida e decidiu tirar o pé, sendo ultrapassado pelo seu companheiro Patrese, pelo McLaren de Niki Lauda e pelo Alfa Romeo de Andrea de Cesaris.

O quarto lugar era mais do que suficiente para ser campeão do mundo, mas na volta 67, o motor TAG-Porsche Turbo do piloto austríaco rebentou e Piquet herda a terceira posição. No final da corrida, Riccardo Patrese ganha a sua segunda vitória da sua carreira, uma despedida em grande, pois no ano seguinte iria para a Alfa Romeo, substituindo… Andrea de Cesaris, o segundo classificado. O outro italiano alcançava o segundo pódio do ano e Nelson Piquet levava a medalha de bronze… com sabor a ouro! A completar os lugares pontuáveis ficaram o Toleman-Hart do inglês Derek Warwick, o Williams-Honda de Keke Rosberg e o segundo Renault do americano Eddie Cheever.

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