Formula 1 História

HISTÓRIA: O GP do Brasil de 1978

Duas semanas depois de terem começado a temporada em Buenos Aires, máquinas e pilotos estavam no autódromo de Jacarépaguá, no Raio de Janeiro, para o GP do Brasil de 1978, o primeiro a acontecer naquela pista. Numa pista que tinha sido renovada no ano anterior, ter a Formula 1 foi um excelente teste para saber qual é a capacidade da cidade acolher a categoria máxima do automobilismo.

À chegada ao Brasil, o pelotão da Formula 1 tinha um novo inquilino: a Arrows. Ausente na Argentina, pois ainda estavam a montar a equipa, resultante da cisão com a Shadow, eles apresentavam o seu carro, o FA1, desenhado por Tony Southgate, para ser dirigido unicamente pelo italiano Riccardo Patrese. O carro tinha sido desenhado num tempo recorde, e tinha o patrocínio da Varig, que transportou o seu carro para o Brasil e África do Sul de graça.

Era um fim de semana de muito calor no Rio de Janeiro, pois estavam a disputar em pleno verão, mas isso não foi impeditivo da Lotus conseguir nova pole-position, com Ronnie Peterson a alcançar a 12ª pole da sua carreira. Ao seu lado ficou o McLaren de James Hunt. Na segunda fila da grelha, o americano Mário Andretti tinha a seu lado o argentino Carlos Reutemann, no seu Ferrari. A terceira fila era ocupada pelo segundo McLaren do francês Patrick Tambay e o Ferrari do canadiano Gilles Villeneuve. Emerson Fittipaldi conseguia um excelente sétimo posto com o seu Copersucar, com Alan Jones, no seu Williams, atrás de si, no oitavo posto. E a fechar o “top ten” ficavam o Shadow de Hans-Joachim Stuck e o Brabham- Alfa Romeo de Niki Lauda.

Riccardo Patrese punha o seu Arrows na 18ª posição da grelha, enquanto que para Arturo Merzário, Eddie Cheever, Vittorio Brambilla e Divina Gálica, estes acabariam a ver a corrida da bancada.

Na partida, Reutemann teve uma partida canhão e no final da primeira volta estava no primeiro posto, lugar que não cedeu até ao final da prova. Fittipaldi aproveita e também salta algumas posições, lutando de inicio pela terceira posição com os Lotus de Andretti e Peterson, conseguindo passá-los. Quando ele chega ao segundo lugar, os fãs brasileiros deliram e começaram a gritar “quebra, quebra!” para o Ferrari de Reutemann, esperando que o carro não aguentasse.

Na volta 15, Peterson e Villeneuve colidiam na pista, levando ao abandono do sueco, enquanto que o canadiano continuou por mais algumas voltas, mas não foi longe, abandonando devido a um despiste. Era a segunda colisão entre ambos em três corridas… os McLaren de Tambay e Hunt não foram muito mais longe, também vítimas de despiste.

Com isto tudo, Lauda foi paulatinamente subindo de posições, passando Mário Andretti na segunda metade da corrida, mas incapaz de apanhar Fittipaldi, que estava a fazer uma corrida de sonho, para delírio da torcida.

No final, se Reutemann comemorava a sua segunda vitória consecutiva em terras brasileiras, a multidão invadiu a pista quando Fittipaldi cruzou a meta no segundo posto. Lauda foi o terceiro, mas as atenções estavam viradas para os brasileiros, que de uma certa forma mostraram que o projeto de um carro brasileiro poderia ter sucesso. Mário Andretti foi o quarto, e a fechar os pontos ficaram o Shadow de Clay Regazzoni e o Tyrrell de Didier Pironi, que conseguia aqui o primeiro ponto da sua carreira.

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